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quarta-feira, 27 de julho de 2016

Processo de divisão no casamento

Desde os tempos mais antigos, o casamento significa a união de duas pessoas, que irão viver juntas o resto de suas vidas. Também, significa uma divisão de tudo o que elas possuem, entre elas mesmas: o corpo, a casa, a vida.
Antigamente, esta divisão era feita da seguinte maneira: o homem cuida da parte material e a mulher da parte espiritual, o homem trata de trabalhar e a mulher de manter a casa aconchegante, o homem acompanha os filhos de longe e a mulher acompanha de perto, etc. Hoje, com a globalização e a mudança de conceitos, isto tudo mudou: a responsabilidade passou a ser dos dois, ou seja, ambos têm os mesmos deveres e as mesmas responsabilidades no casamento e na família.
Com isso, surge um desafio para todos os que vivem uma vida a dois: dividir. Para começar, cada um tem a sua personalidade (mesmo que sejam parecidas), sua história de vida e sua família de origem (mesmo que um seja órfão). Isto significa que cada um tem um jeito singular de fazer as coisas, de pensar, de agir, de lidar com fatos, etc.
Não obstante, a rotina que cada um leva diariamente tem bastante influência na administração de tudo: casamento, família, casa, orçamento familiar, etc. Assim, dividir fica muito difícil, pois não aceitamos o jeito que o parceiro faz as coisas(acreditando que as fazemos melhor que ele), mas queremos que elas estejam do jeito que desejamos.
Por exemplo, a limpeza da casa: enquanto a mulher observa todos os detalhes possíveis e imaginários, o homem só olha se limpou. Mas ambos desejam chegar em casa e encontrá-la limpa e aconchegante. Ou então, picar um alimento: enquanto a mulher corta em pedaços pequenos e fininhos, o homem corta em pedaços grandes e grossos. Mas ambos querem comer o alimento picado em pedaços.
É um processo difícil e ambíguo para o casal. Ás vezes, para não haver brigas nem discussões, alguns simplesmente deixam as coisas como estão (cada um carregando seu fardo sozinho). Ou então, já que tudo está um caos, deixando ambos infelizes, decidem se separar.
O ponto chave, que precisa ser trabalhado, dentro de cada um, é a aceitação. Nem sempre o companheiro fará algo como nós gostaríamos: irá fazer da maneira que ele sabe. Mas para que a vida conjugal dê certo, temos que aceitar isto, e quando houver uma abertura, propor ajuda para que ele melhore aquela parte.
Não é fácil fazer isso, principalmente quando se é recém-casado: sofremos por dentro, brigamos por nossas idéias, criamos um caos na cabeça do outro e vice-versa. No entanto, conforme persistimos e o tempo vai passando, conseguimos fazer algumas concessões, melhorar os pontos nos quais somos reclamados, e ajudar o companheiro a melhorar o que ele deseja.
Assim, aos poucos, montamos um esquema que funciona para a vida diária, no qual ambas as partes se ajudam e se doam (um para o outro). E no final, quando menos esperamos, temos um bom casamento.


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quinta-feira, 14 de julho de 2016

Tempo próprio

Desde que nos entendemos por gente, fazemos planos para a nossa vida, na intenção de que eles aconteçam e tenhamos uma vida maravilhosa e repleta de coisas boas. Por isto, não pensamos em planos B ou prevemos situações adversas.
No entanto, há momentos em que tudo vira do avesso e desmorona, nos deixando perplexos e sem saber o que fazer. Nestas situações, nos sentimos para baixo, sentindo uma dor no coração, não conseguindo fazer nada direito e, dependendo do grau, ficamos doentes.
Passamos por uma mistura de pensamentos e sentimentos positivos e negativos. Num instante estamos cheios de energia para tocar o barco, acreditando que tudo vai dar certo e que a situação é somente uma tempestade que vai passar. Em outro, estamos desesperados e tristes, pois a dor e a tristeza são tão grandes que nada que nós ou alguém faça acaba com a tempestade que está nos acontecendo.
E para ajudar, a velocidade em que as coisas acontecem e a pressão que nos é posta pela sociedade nos faz entender que não temos o direito de ter um momento para pôr a cabeça em ordem. Como consequência, queremos sair de forma rápida das situações sem fazer muito esforço e sem olhar direito para o que nos aconteceu ou está acontecendo, como se fôssemos uma máquina ou robô.
Sem perceber, vamos nos metendo num buraco cada vez maior. Só nos damos conta quando ele é muito grande, a ponto de afetar a nossa vida diária (trabalho, família, estudos, etc) de forma que a gente põe tudo a perder e viramos um peso para aqueles que nos querem bem.
Demoramos para entender e compreender que não somos máquinas, que somos feitos de carne e osso e por isto é necessário que tenhamos um tempo para nos recompor, reorganizar as idéias e conceitos, pôr a cabeça no lugar. E também que é uma coisa que só nós podemos fazer por nós mesmos, que ninguém pode fazer no nosso lugar.
Não obstante, o ato de nos recompormos significa sair do caos e chegar à ordem. É um processo doloroso e difícil, que tem suas fases: sentimos coisas diferentes, temos dificuldade de compreender o novo, ficamos querendo o antigo, não aceitamos mudar... Até que depois de muita persistência, conseguimos pôr tudo no lugar, e ainda ganhamos um presente e uma lição valiosa para o resto de nossas vidas.
Assim, é preciso que paremos de pensar como máquinas e passemos a pensar como seres humanos. Nem tudo na vida acontece conforme os nossos desejos: infelizmente coisas ruins também acontecem. E para poder nos adaptarmos e melhorarmos como pessoas, precisamos de tempo. Não é fácil nos ajustarmos à algo novo, mas com a nossa compreensão e o apoio das pessoas ao nosso redor fica mais tranquilo e menos doloroso.


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domingo, 27 de março de 2016

Dividir o fardo

Não tem muito tempo, vi este vídeo circulando no Facebook:


Me chamou atenção uma reflexão que o vídeo faz, sobre como aprendemos o tradicional modelo de vida em que a mulher é responsável por tudo (trabalhar e cuidar da casa e dos filhos) e o homem por quase nada (trabalhar e comparecer como marido na intimidade).
Achei interessante o fato que ele expõe, de que aprendemos desde pequenos que é normal e ideal que as mulheres carreguem todo o fardo e os homens só dividam a cama e o dinheiro. Parei para pensar nisto e é verdade: cresci aprendendo que nós mulheres tínhamos que dar conta de trabalhar e deixar tudo pronto para os homens.
Na minha infância, quando eu brincava de casinha, o pai só tinha que trabalhar e fazer nada dentro de casa. Era tão natural, reproduzir numa brincadeira o sistema de vida que eu vivia... Em nenhuma das vezes que brinquei o coleguinha que fazia o papel do pai se comportava de maneira diferente ou alguém contestou o comportamento do chefe de família.
E em casa não era diferente: meu pai trabalhava muito para sustentar a família, porém se nada estivesse do jeito que ele quisesse, ele enchia o saco e mandava minha mãe ou eu e minha irmã fazer. Ele mesmo nunca tomava a iniciativa de fazer, e quando isto acontecia, era um milagre!
Hoje, tendo uma vida própria, uma casa para cuidar, e uma filha para cuidar, percebo o quão este ensinamento está errado e o quanto prejudica a sociedade! Os homens se casam para ter uma empregada 24 horas por dia, com serviço extra (cama), e as mulheres, mesmo não gostando de fazerem tudo sozinhas, aceitam.
Por mais que o mundo tenha sido globalizado, que as coisas tenham mudado, ainda é pregado que mulher deve ser super-mulher, e que o homem só precisa garantir a renda, podendo se divertir. Não há direitos e deveres iguais entre homens e mulheres! E como conseqüência, o casamento está sendo deturpado.
Algo que deveria ser uma escolha de dividir a vida com alguém, virou uma decisão de simplesmente dormir com alguém e ser empregada doméstica grátis, para as mulheres; e ter alguém em casa que vai deixar tudo pronto e que vai estar te esperando, para os homens.
Não ensinamos aos nossos filhos o que significa dividir, nem damos exemplo como pais, metendo-os na mesma armadilha que nós caímos algum dia de nossas vidas. Por isto, quando eles criam suas próprias asas e decidem voar com alguém, somos contra, falamos para não cometerem esta besteira.
Mas ainda é tempo de exterminar esta corrente de pensamento: basta sermos mães e pais que dividem as tarefas de casa, o dinheiro proveniente do trabalho e uma cama. Basta darmos exemplos positivos dentro de casa para as nossas crianças, mostrando a elas o verdadeiro significado da palavra divisão e modelo correto de um bom casamento.
Assim, no futuro, quando elas decidirem formar uma família, saberão escolher melhor seus parceiros de vida, reproduzindo conceitos morais diferentes dos que praticamos hoje.


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quarta-feira, 9 de março de 2016

A lei do mínimo esforço

Nestes dias atuais, graças aos desenvolvimento de idéias inovadoras em todas as áreas do conhecimento, viver ficou mais fácil. Fazemos as nossas tarefas diariamente de forma mais rápida, organizada e prática, sem as complicações que os nossos antepassados tinham para fazê-las.
Entretanto, no meio de tanta facilidade, deixamos de sentir a necessidade de nos esforçarmos para tornar as coisas melhores e nos acomodamos: para quê fazer um bolo se eu compro pronto na padaria? Para quê limpar casa se eu posso contratar alguém para fazer isto? Para quê tirar nota 100 se com 60 eu já passei de ano?
Praticamos hoje a lei do mínimo esforço, pois queremos ser práticos e rápidos para atingirmos nossos objetivos... Deixamos de aprender e pensar, pois dá muito trabalho buscar o bê a bá de tudo que precisamos e queremos, uma vez que já estão prontos.
E com isto, a difícil missão de ensinar e educar fica mais complicada ainda. Não bastasse dar um bom ensino de qualidade, temos de formar pessoas que sejam capaz de raciocinar, pensar e elaborar idéias. Temos que acender a chama da curiosidade, que pôr a pulga atrás da orelha, que deixar dúvidas em vez de respostas. Devemos ser exemplos, modelos, guias de inspiração para os outros.
Mas ensinar a pescar é um pouco cruel: não se pode facilitar as coisas nem dar as respostas. Com muita dor no coração, temos de deixar o aluno bater a cabeça, errar, exigir dele respostas, para poder mostrar o que não está correto e porquê não pode ser feito de outra maneira.
E na maioria das vezes, por termos tido um pouco de trabalho para chegar onde estamos, ficamos com pena e procuramos facilitar ainda mais ou exigir menos, pensando que assim os ajudaremos a conquistar seus objetivos. Só que na verdade estamos ensinando "faça somente o que é preciso para resolver e pronto", ou seja, a lei do mínimo esforço.
Não percebemos que ao facilitar as coisas, não elevamos ao máximo a inteligência que há dentro de nós, criando como conseqüência sentimentos que irão nos transformar em pessoas mimadas e sem princípios, que acham que a vida é bela e quando não conseguir algo é só fazer pirraça que resolve, não importando o que seja feito para atingir o objetivo.
É preciso parar de querer que tudo seja fácil. Somos seres muitíssimos capazes de mudar o mundo! Somos capazes de grandes feitos! Só que só o faremos quando começarmos a explorar o vasto território das nossas mentes.

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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

A lua de mel para os recém-casados

Quando estamos namorando seriamente uma pessoa, com a intenção de juntar as escovas no futuro, costumamos imaginar que o casamento será feliz todos os dias de nossas vidas... Que tudo será bom, que não haverá brigas nem discussões, que não terá tempos ruins, que a casa terá o ritmo que queremos, que o outro não fará as coisas que nós não gostamos, etc..
E após o recente casamento, quando nos param e perguntam "como está o casamento", a maioria das pessoas nos falam "você está em lua de mel", querendo nos dizer que nem perguntarão como vão as coisas porque provavelmente está tudo às mil maravilhas.
A princípio, assim que casamos, os primeiros dias são muito bons: ficamos nas nuvens, não acreditando que chegamos ali, que passaremos o resto de nossas vidas com a pessoa que escolhemos, que conseguiremos passar por tudo o que vier... Enfim, que dali em diante nossas vidas será simplesmente MA-RA-VI-LHO-SA!!!
E depois, conforme voltamos à rotina, ajustando-a para a nossa nova realidade, é que começa a primeira fase terrível do casamento, a qual não esperávamos: os desentendimentos por coisas como toalha no chão, sapato fora do lugar, pia suja; e as descobertas de coisas que não sabíamos até aquele momento sobre o(a) nosso(a) parceiro(a).
E ter paciência e calma para passar por essa fase, que não é nada mais que a adaptação ao casamento de ambas as partes, é difícil, pois estávamos acostumados a levar a nossa vida de uma maneira e agora temos que mudar, tendo ainda que aturar uma nova pessoa, dividindo tudo com ela.
E então quando nos perguntam e auto-respondem a pergunta que nos foi feita, ficamos com raiva, pois não nos sentimos na lua de mel, e sim no inferno, nos perguntando da onde tiram a conclusão que estamos num mar de rosas.
Não é bom ficarmos falando que estamos nos espetando nos espinhos deste mar, mas seria bom que nos tranquilizassem em relação à eles. À primeira vista parecem impossíveis de contornar, viram nossa vida de cabeça para baixo e não nos deixam ver uma saída.
Só depois de muito tempo e muitos tropeços é que o casamento começa a melhorar, a ter uma vida própria: vamos aprendendo a ceder, compartilhar, não ter medo de demonstrar as nossas facetas mais íntimas... Construindo aos poucos uma vida juntos e fortificando o amor que nos fez escolher aquela pessoa para ser o(a) nosso(a) companheiro(a) de uma vida inteira.
Passamos a compreender que casamento não é segurança nem conforto: é o desconhecido cheio de surpresas que vai nos moldando como pessoas, nos ensinando a amar o outro, nos mostrando que o imperfeito é melhor que o perfeito, que um amor cresce cada vez mais com as situações que a vida apresenta... Pois a vida não tem graça se não for repleta de altos e baixos!

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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Noite de núpcias para os realmente virgens

Todo mundo que é virgem e pretende se casar virgem fica imaginando a noite de núpcias... Imaginando como será este próximo passo da intimidade entre o(a) seu(sua) parceiro(a) e você, pensando que vai ser muito especial e romântico... Igual vemos nos filmes e na televisão.
O que não imaginamos é que pode haver situações inusitadas e novas pelas quais não passamos anteriormente em nossas vidas, e que nossa reação pode não ser muito boa. Por exemplo, nenhum casal imagina que a 1ª vez pode ser péssima, que ambos podem se sentir incomodados com algum toque ou carícia, que na hora podem surgir sentimentos como vergonha e/ou medo, etc.
De fato, a primeira noite de casados é especial: é a noite em que nos sentimos nas nuvens por ter conquistado o passo do casamento, felizes por ter a oportunidade de construir uma vida com a pessoa que amamos, livres para podermos fazer o que quisermos, e finalmente permitidos a ter um acesso maior à pessoa que amamos.
Entretanto, o modo como lidamos com o assunto sexo e a preparação da nossa mente para tal pode impedir a primeiro instante que tudo ocorra como queríamos ou imaginávamos, e nos deixar chateados pelo fato da sonhada noite de núpcias não ter ocorrido como desejávamos.
Para não criarmos expectativas e nos decepcionarmos, é preciso mentalizar que:
  • Geralmente para mulheres a primeira relação sexual dói, por causa do rompimento do hímen. 
  • Até este momento da sua vida, você não está acostumado a ser acariciado de forma intensa e desejosa nas partes cobertas e íntimas do seu corpo. 
  • Você sabe o que é sexo na teoria, mas não na prática. Podem surgir dúvidas do que fazer.
  • Você não conhece seu(sua) parceiro(a) intimamente para saber o que ele(a) gosta ou não na cama. Nem ele(a) se conhece o bastante para isto, vai descobrir tudo com você.
  • Você vai conhecer seu corpo novamente e identificar novos limites, através das reações que você não sabia que era capaz.
Assim, de conhecimento destes fatores, nos prepararemos melhor para a noite de núpcias e teremos calma e paciência para lidar com os imprevistos que surgirem e com o(a) nosso(a) companheiro(a), não nos chateando se algo der errado na primeira vez. E através das tentativas que fizermos, conseguiremos aprender que sexo é repleto de surpresas e descobertas, ficando cada vez melhor com o tempo.

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sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

O sonho de toda mulher

Desde antigamente, dizem que o sonho de toda mulher é ser mãe, gerar um ser dentro de sua barriga... E por isto a mulherada já nasce com um sonho, uma tarefa definida: ser mãe.
Não discordo que ser mãe é uma tarefa gratificante, mas há coisas a se pensar antes de afirmar isso, como por exemplo: quero abrir mão da minha liberdade? Quero passar o resto da minha vida em pró de uma outra pessoa? Quero assumir a responsabilidade pela educação de um ser perante tudo e todos? Quero abrir mão dos meus sonhos (ou parte deles)?
Estas são apenas algumas perguntas, das várias que devem ser feitas a nós mesmas antes de se ter um filho. Quando sonhamos ou pensamos, olhamos apenas a parte boa: sorrisos, abraços, brincadeiras, etc; e esquecemos que tem a parte ruim: noites sem dormir, pirraças, nervosismo quando não sabemos o que fazer, lado financeiro apertado, etc...
Ter um filho não é como brincar de  boneca, em que se dá uma mamadeira vazia, troca a fralda, pentea o cabelo e pronto: é um ser que vai precisar de cuidados básicos e extras, todo o tempo. É literalmente uma decisão muito séria, com duração permanente, desde o momento em que foi gerado no útero. Fala-se de ser contra o aborto, mas não há uma conversa sobre maternidade, nua e crua, entre as pessoas, principalmente entre nós mulheres. Só se fala o famoso ditado "quem pariu Mateus que cuide".
Não querendo desestimular a maternidade, mas será que nós mulheres já nos fizemos esta pergunta, analisando toda a mudança que a nossa vida tem com uma decisão desta? Será que os nossos companheiros já nos questionaram se realmente queremos isto? Alguma vez as nossas mães nos falaram a real sobre como é ser mãe?
Antes de ter uma criança, devemos nos conhecer, fazer ou não a opção, e ter plena certeza da nossa escolha com base no nosso autoconhecimento. Não façamos a escolha de ser mãe simplesmente por causa de uma pressão da sociedade ou por causa do clichê que toda mulher deve ser mãe ou por causa do que a gente vê. As coisas lindas e maravilhosas são compostas por riscos, marcas, caminhos tortos e tempos de chuva.

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segunda-feira, 28 de abril de 2014

Pregar o evangelho

Nos dias de hoje, passados 2.000 anos, desde que o Mestre esteve conosco, o mundo ainda está uma bagunça: a violência está cada vez maior, a ambição fazendo-nos passar por cima de tudo e todos, as guerras declaradas e não-declaradas matando milhares de inocentes, a injustiça tirando de quem praticamente não tem e dando a quem tem mais do que precisa, etc...
A maldade que nos fez ignorar a presença física de Jesus triplicou seu poder e trouxe-nos ainda mais dor e sofrimento, nos fazendo responder à sua altura e não cultivar as lições que Ele nos deixou para serem exercitadas e aprendidas.
Na tentativa de reverter este quadro, aqueles que O conhecem e O seguem investem esforços em trabalhos de caridade e orientação para espalhar a sabedoria que nos foi deixada por Ele. Entretanto, a dificuldade para se ter sucesso ainda é grande, faltando um ingrediente essencial: o exemplo.
Quando nos foi dito "ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura", nos foi falado para além de orientar aqueles que não tem conhecimento das leis divinas, exemplificar com atitudes, pois não vale nada determos conhecimento se não o aplicamos na nossa vida.
É como ter um lindo colar de ouro e não usar: ele sempre fica guardado na caixa de jóias, perecendo com o tempo, não tendo nenhuma utilidade para nós e ás vezes chegando a ser uma preocupação por poder ser roubado.
Mesmo sendo todos nós filhos de Deus, não somos todos iguais: uns conseguem aprender mais rápido, outros conseguem discursar bem em público, outros ainda são extremamente tímidos, etc. Nem todos nós conseguimos compreender um conhecimento na mesma velocidade. Porém conseguimos nos inspirar num exemplo na mesma velocidade, desejar fazer a mesma coisa que outro fez, no mínimo, com a mesma eficiência que foi feita.
As inspirações que vem de atitudes positivas facilitam a compreensão das razões que as explicam, e com isto ensina-se e pratica-se com maior eficiência as lições que nos foram deixadas para serem aprendidas. Com o diferencial de que a chance de desistirmos será pequena, pois iremos ser inspirados e motivados a buscar e aplicar estas lições na nossa vida.
Assim, se todos nós passarmos a ter atitudes baseadas no Cristo, estaremos pregando o evangelho a todos à nossa volta. Estaremos inspirando-os a buscarem e seguirem o nosso Guia e Modelo de vida, Jesus, além de estar plantando a semente do bem e matando as ervas daninhas que contaminam-nos com sentimentos e qualidades não-cristãs.

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segunda-feira, 7 de abril de 2014

Felicidade

Nos tempos atuais, adotamos como lema a felicidade, o pensamento de que não nascemos para sofrer, e sim para sermos felizes. Entendemos que podemos melhorar, mudar nossos caminhos em busca da idéia do que seria felicidade para nós, e assim alcançá-la.
Entretanto, estamos dando voltas cada vez mais frustrantes em busca da felicidade. Temos uma vaga idéia do que seja e fazemos a nossa rota, sempre chegando no mesmo ponto de onde partimos, e então tentando novamente, sem compreender o porquê do resultado e nos debatendo por dentro pelo caminho não ter dado certo.
Onde será que está o nosso erro? Na idéia que adotamos como lema, meta? Na compreensão desta idéia? Ou no nosso processo de busca?
A idéia que adotamos não está errada: de fato não fomos criados para o sofrimento; fomos criados para sermos felizes e alegres. Se algo não está nos trazendo de retorno bons sentimentos, temos de repensar, mudar a estratégia, e tentar novamente, até acertarmos. Porém, estamos esquecendo que para percorrer qualquer caminho que seja precisamos ter um ponto norte que nos indique a direção. E este ponto norte que estamos adotando é que está frágil, incorreto e vago.
Para buscarmos a felicidade temos que primeiro perguntar a nós mesmos o que seria essencial para a nossa vida, ou seja, o que seria de extrema importância, sem a qual a nossa vida não teria sentido. Por exemplo, uma amizade que construímos é muito importante para nós, nos dá vida, nos dá segurança, nos dá um sentido para viver, ou seja, é essencial para a nossa vida ter um pouco de alegria.
Depois de compreendido o que realmente tem importância na nossa vida, teríamos que pensar no que precisamos fazer para alcançar aquilo sem o qual não faria sentido viver, ou seja, o que é fundamental para que nós possamos alcançar a essência da nossa vida. Por exemplo, falar com as pessoas educadamente faz com que elas nos dêem valor e queiram se aproximar de nós, ou seja, é fundamental para que possamos conquistar amigos e sermos olhados como pessoas de valor.
Assim, respondendo a essas perguntas, vamos conseguir montar um conceito de felicidade mais completo, e assim ter um foco, um objetivo, um ponto norte que vai nos indicar a direção que devemos seguir na nossa vida para alcançarmos o estado de serenidade, alegria e paz que tanto desejamos.
A felicidade é uma construção própria, a qual  se construirmos de maneira correta seremos conduzidos a uma harmonia interior tão grande e tão completa, que a nossa alma se engrandecerá e nada mais nos atingirá.

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quinta-feira, 20 de março de 2014

Saber usar

Desde os tempos antigos até os dias atuais, muita coisa tem mudado e transformado a nossa vida para melhor: a medicina deixou de ser bruta e conta com amplos recursos de tratamento e identificação de males, o acesso à informação e ao conhecimento tem se tornado cada vez mais aberto a qualquer um que queira, a forma de comunicar com as pessoas está cada vez mais rápida e instantânea, etc.
Porém, igual a uma balança composta de dois lados, nossas características demoníacas também têm acompanhado este avanço, transformando todo o bem que uma mudança deveria trazer num pesadelo interminável de sofrimento, violência e maldades sem fim.
O progresso, em vez de transformar o mundo e a sociedade num ambiente de paz, atualiza a forma de se aplicar a maldade, dando a ela recursos materiais que antes faltavam ou eram precários e permitindo através destes multiplicar a ignorância entre os seres humanos.
O canibalismo evoluiu para esquartejamento, o antigo jogo de violência praticado pelos grandes impérios para "divertimento das massas" evoluiu para esportes de luta sem regras, o roubo evoluiu para boletos com data de pagamento e nome "sujo" no SPC, etc.
E com estes acontecimentos fica a pergunta: o que será que está permitindo isso? As pessoas más? A mudança e a evolução? Aqueles que estudaram afincamente para desenvolver e criar recursos e maneiras melhores para se fazer as tarefas? Ou nós mesmos?
O progresso é uma lei natural: a biologia mostra que os seres vivos progridem de acordo com o meio e a necessidade de cada ser, a pré-história está cheia de avanços feitos pelos homens desde o momento em que se descobriram seres pensantes, a vida social atualiza conceitos e maneiras de se portar em sociedade desde os tempos antigos.
Por isto, culpar as pessoas más seria inadequado, uma vez que elas como nós apenas acompanharam as mudanças e se atualizaram como nós. Culpar as mudanças não seria correto, uma vez que seria o mesmo que tentar retornar aos tempos primitivos da vida na terra, na qual tudo era difícil. Culpar os inventores também não seria a resposta, uma vez que foram precursores das mudanças e da evolução que transformaram as nossas vidas, dando-nos benefícios que antes não tínhamos.
Então com isto só restou a nós mesmos a culpa: sendo o progresso e a mudança uma lei natural que rege o mundo, nós temos usado dele para fazer coisas incorretas, e por causa disto as consequências que temos colhido são a ignorância, a violência, o sofrimento, as doenças que atingem os nossos corpos, etc. Não temos tido sabedoria para usar as mudanças a nosso favor e direcioná-la para o bem de todos.
Para inverter esta situação, necessitamos de ter sabedoria para usar as mudanças a favor de todos e usufruir de nossa inteligência para fazer o que é correto. Somente assim passaremos a colher consequências boas como paz, alegria, harmonia, vida longa e saudável, etc.
O progresso não vai parar de existir. Nós é que temos a responsabilidade de transformá-lo numa ferramenta que sempre irá nos trazer melhorias, em todos os sentidos.

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segunda-feira, 3 de março de 2014

Liberdade

Desde o início dos tempos, nós, seres humanos, temos a vontade de ser livres. Vontade de escolher o que quiser, fazer o que quiser, ir atrás do que queremos sem nenhum empecilho... Um sonho de liberdade que tem-nos movido para o progresso e a evolução do mundo em todos os sentidos.
Graças a esta vontade foi permitido criar recursos tecnológicos para solucionar problemas, desatar tabus que foram e continuam sendo impostos, melhorar e ampliar os conceitos dos nossos valores e princípios... Porém, através disto também foi inserido novos padrões de comportamento, de pensamento e de atitudes que reformaram o significado da palavra "liberdade" e trouxeram desastres alastrantes para tudo e todos, inclusive nós mesmos.
Antigamente, ser livre era poder fazer as suas escolhas, desde que não se ferisse princípios e não afetasse gravemente inocentes, sabendo que o preço que custasse teria que ser pago. Hoje, quando se fala em liberdade, fala-se em ter o poder de tomar atitudes, decisões e escolhas, sem se importar com o que pode acontecer ou a quem está sendo afetado, olhando apenas o próprio ego. Não se aceita olhar o preço que custa, nem pagá-lo, havendo sempre "justificativas" para inclusive receber o estorno do que está sendo cobrado.
Não se aceita a existência de uma lei física chamada "ação e reação", que diz que uma força que empurra um objeto numa direção gera outra força na direção oposta. E cada vez mais, na ignorância desta regra, vamos sendo levados por um significado forjado e reforçado de uma coisa que não existe.
Obviamente temos que querer ter opções, temos que querer poder escolher sem sermos forçados... Mas não devemos esquecer que todos devem ter este poder de escolha, e que a cada ação que fazemos há uma reação, a qual temos que aceitar e pagar. Não podemos nos revoltar porque a conta chegou e deve ser paga.
O Senhor nos criou e nos deu o poder de escolhermos o que queremos, mas também colocou que tudo o que fizermos gerará conseqüências, as quais somos obrigados a lidar. Liberdade está intimamente interligada com responsabilidade. Não existe poder de escolha se não há como arcar com ela.
É hora de compreendermos isto, mudar nossa maneira de pensar e agir, e reescrever o sonho de liberdade que está dentro de nós. Só assim haverá colheitas boas no mundo...

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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Gratidão

Desde pequenos, nossos pais nos ensinam como bons modos agradecer às pessoas o bem que nos fazem. Nos ensinam como comportarmos com mais educação na nossa vida e nos ensinam também a agradecer a Deus tudo de bom que Ele nos concede.
Aprendemos estes gestos e praticamos no nosso dia-a-dia, porém de forma automática. Não gostamos quando uma dificuldade ou limitação nos é imposta, e até entendermos que se trata apenas de um obstáculo que temos que vencer, ficamos irados com tudo e todos, incluindo o nosso Criador. E também não costumamos sentir no coração a gratidão pela boa nova que nos aconteceu.
E assim, como robôs, dizemos obrigado às coisas boas e maldizemos as coisas ruins. Não percebemos que o mal se alimenta e se fortalece através dele mesmo, atacando aqueles que o praticam e aqueles que procuram não fazê-lo.
É muito simples de notar: quando uma pessoa quer nos irritar, ela começa nos provocando com coisas pequenas. Se nós dermos corda, ela vai aumentando para coisas médias, depois para grandes, até explodirmos com ela. Se não dermos corda, ela vai continuar tentando, porém em algum momento irá parar, pois não terá mais graça para ela fazer isto.
A força do bem é tão poderosa que consegue conter qualquer coisa que se oponha à ela. Quando as forças do mal encontram as forças do bem, elas não conseguem seguir em frente com o plano que iam executar: ficam estáticas, imóveis, paralisadas e contidas com a luz que se apresenta diante delas.
Por este motivo, devemos seguir de coração e alma a orientação de Paulo: "Em tudo dai graças". Pois quando agradecemos todo o bem e todo o mal que nos acontece, atraímos com mais força tudo de bom que Deus quer nos dar e afastamos todo o mal que quer nos atingir, transformando nosso coração em um jardim bastante florido e vivo, no qual por mais que se chova e venha tormentas, continuará florindo e crescendo, reproduzindo as forças do bem onde quer que estejamos.

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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Os planos do Pai

Hoje em dia, conforme vamos crescendo, amadurecendo e aprendendo, adotamos metas para a nossa vida: ter um emprego garantido, ter um bom salário, ter dinheiro para as necessidades e emergências, viajar, etc... Para alguns isso acontece do jeito e na hora que querem; para outros demora um pouco a acontecer; e para umas centenas pessoas nunca acontece, por mais que se esforcem.
Normalmente ficamos bravos e decepcionados quando algo que não está nos nossos planos acontece. Revoltamo-nos, ficamos irados, e procuramos uma solução para realizar o que queremos. E mesmo dando errado, continuamos na busca por aquela meta. Não entendemos porque não conseguimos, e acreditamos que se insistirmos um dia vamos conseguir.
Obviamente precisamos acreditar que vamos realizar nossos sonhos, e esforçar-nos para que consigamos. Porém, não podemos esquecer que Deus tem planos para nós, planos estes feitos sob medida para o que precisamos espiritualmente e materialmente.
Este plano, formado antes mesmo de virmos ao mundo, possui todo o trajeto a ser percorrido por nós durante a nossa vida, trajeto este composto de recursos materiais necessários, desafios morais, desafios espirituais e lições divinas.
Ás vezes, quando lutamos tanto para conseguir uma coisa e nunca conseguimos, é porque aquilo não deve acontecer. É porque se acontecer, vai nos levar para outros caminhos e outras escolhas que não nos farão bem, e isto não faz parte dos desejos de Deus para nós.
Existe um ditado assim: "Deus escreve certo por linhas tortas". Tal frase é verdadeira, pois Ele sempre sabe o que é melhor para nós, e nos guia, através do curso torto da vida, para coisas melhores do que a gente pensa e sonha para nós.
Quando uma coisa que não queríamos nos deixar irados, procuremos lembrar que o Pai tem planos melhores para nós, os quais através da confiança que depositarmos Nele, vamos alcançar. Não nos preocupemos com que os outros irão dizer ou opinar: a opinião que realmente importa é a de Deus!

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quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

"Onde está a vossa fé?"

Acreditar fielmente que coisas boas irão acontecer, mesmo quando tudo parece desmoronar, não é fácil: é extremamente difícil. É difícil manter-nos calmos e seguros psicologicamente e fisicamente quando nos sentimos ameaçados pelos fatores do mundo e pelos acontecimentos da vida...
Biologicamente já somos programados para ficarmos alertas e preocupados quando as coisas não vão bem. É um instinto de defesa feito para nos movermos diante do perigo, que mexe com a nossa cabeça e com o nosso corpo.
Porém, por agirmos institivamente assim em praticamente tudo na nossa vida, não conseguimos dar espaço à fé, à esperança, à gratidão, ao que conquistamos, à luta que travamos para chegar onde chegamos... Esquecemos de tudo e ficamos desesperados, querendo respostas rápidas, ações rápidas, ajudas rápidas... Queremos que tudo passe rápido como um sonho....
Só que nos planos de Deus não funciona assim: tudo passa, no seu devido tempo, na sua devida hora. Todos os momentos que vivemos, bons ou ruins, são planejados para nos fazer aprender e/ou reforçar uma lição e pôr em prática o que conseguimos aprender com maestria. Às vezes pode coincidir com as nossas idéias, com os nossos planos. Mas não significa que aconteceu do jeito que queríamos, pois o mundo é regido pelas leis divinas, não pela nossa vontade.
 E por isto, devemos manter aceso em nós a nossa fé, a nossa esperança, seja qual for a situação que estejamos vivendo. Se estivermos num mar de rosas, devemos agradecer, acreditar, pôr fé; se estivermos num mar de espinhos, também devemos agradecer, acreditar, pôr fé.
A pergunta que o Mestre fez aos discípulos no mar, e que repete para nós, deve ser respondida e encontrada sempre, no nosso coração e na nossa mente, pois nunca estamos sozinhos ou abandonados. Ele e o Pai estão sempre com a gente, todos os dias e todas as horas, olhando por nós.

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sábado, 4 de janeiro de 2014

Honrar pai e mãe

Num mundo em que a maldade tomou conta e as boas condutas perderam espaço, respeitar os nossos pais tornou-se uma tarefa complicada e difícil; isto colocando à parte as fases da vida pelas quais passamos como adolescência, amadurecimento para a fase adulta, etc.
É natural enfrentarmos situações e pessoas durante o nosso crescimento, reescrevendo assim valores e princípios. Porém, quando se trata dos nossos pais, encaixamo-os na mesma regra de revisamento e reescrita da nossa mente, esquecendo que se não fosse por eles, não estaríamos encarnados neste mundo, não estaríamos tendo a oportunidade de aprender as lições deixadas pelo nosso guia e modelo Jesus.
O mandamento "Honrai pai e mãe" não diz somente que devemos respeitar aqueles que nos criaram e ensinaram-nos a viver: diz também que temos que ter consideração por aqueles que nos colocaram no mundo, mesmo que não sejam as mesmas pessoas que nos criaram.
Obviamente aqueles que põe filhos no mundo e não cumprem suas funções como pais responderão por terem fugido de sua responsabilidade. Mas independente de qualquer coisa, as pessoas que nos "fabricaram", nos deram uma oportunidade de nascer, crescer, aprender, e evoluir. E exatamente por este motivo devemos ser gratos, devemos considerá-los e tentar se possível ajudá-los, perdoá-los pelos erros que cometeram conosco.
Não é uma tarefa fácil. É muito difícil. Como podemos considerar aqueles que nos rejeitam, especialmente quando são nossos pais biológicos? Como podemos considerar aqueles que nos criaram, quando muitas vezes erraram conosco?
É necessário trabalhar o nosso coração, enchê-lo de coisas boas para que sempre que tenhamos que perdoar e/ou ajudar, o façamos sem querer nada em troca, sem querer ofender, sem querer devolver a moeda que nos foi dada.
Ter a oportunidade de nascer e viver é uma graça divina que o Pai nos concede. Ter a oportunidade de aprender na prática os ensinamentos do evangelho é uma benção que nos é dada. Por isto devemos honrar aqueles que foram os instrumentos de Deus ao nos darem a vida e ensinar-nos a viver: os nossos pais, biológicos e de criação.

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quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Treinamento

Desde que nascemos, nos é ensinado a boa conduta: não roubar, obedecer os pais, ser honesto, não brigar, etc... E para fixar esta conduta em nossas mentes, aqueles que nos educam procuram sempre nos dar o exemplo, transformando o lar e a família num ambiente bom e numa referência por toda a nossa vida.
Porém, quando saímos de casa, inserimos-nos num mundo diferente daquele que havia na casa que morávamos,e então fica difícil pôr em prática todas as boas maneiras que aprendemos. Encontramos falsos amigos, falsos colegas de trabalho, chefes desumanos, pessoas que querem ter o que outras têm a qualquer custo, etc... E diante da dificuldade do mundo real, para nos defender, aprendemos a dançar a música que toca: aprendemos a ser desonestos, a tirar vantagem em tudo, a olhar só para o nosso umbigo, a passar os outros para trás, e etc, achando que isto é normal e não é errado, uma vez que todas as pessoas o fazem.
Deparamo-nos num mundo em que a maldade é a regedora de todas as coisas, e quem nada contra esta maré acaba se dando muito mal. Só que nos esquecemos que o que fazemos volta para nós, e achamos injusto quando esta maldade apronta conosco. E assim, culpamos o ar, as plantas, as pessoas, a Deus, por tudo de ruim que aconteceu conosco.
Fazemos coisas erradas, e achamos injusto pagar por elas, querendo que alguém pague a conta por nós. Quando, na verdade, deveríamos agradecer por estarmos acertando o que fizemos incorretamente, agradecer por encontrar um meio diferente do que estamos habituados, pois é exatamente neste meio que vamos saber se realmente aprendemos as lições de Cristo e se vamos acertar da próxima vez que tentarmos.
É como uma prova: primeiro obtemos o conhecimento para depois testarmos se realmente aprendemos o que nos foi passado. Quando tiramos nota baixa, significa que precisamos reforçar aquele conhecimento para nos sairmos melhor da próxima vez; e quando tiramos nota alta, significa que entendemos com sucesso a lição ensinada.
É um direito que conquistamos, uma generosidade dada por Nosso Pai para absorver o que Jesus nos deixou para ser aprendido. Se não tivéssemos esta oportunidade, como poderíamos saber se realmente conseguimos entender, compreender e praticar as lições cristãs?
Devemos agradecer sempre por estar neste mundo tão cruel, e poder sempre tentar pôr em prática a boa conduta, a conduta que Cristo ensinou, mesmo que falhemos. Os passos que Deus nos manda seguir requer treinamento, persistência e compreensão. Treinamento este que é vigente todos os dias e todas as horas, e que nos permite estudar para compreender, errar para acertar, e persistir no bom ideal de Cristo.

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terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Versões...

Desde que foi criada, a partir das escrituras, a bíblia têm tido versões diferentes, tanto com o passar do tempo, como nas religiões: a bíblia católica é diferente da bíblia evangélica, que também é diferente da bíblia ortodoxa; e de tempos em tempos, o texto é modificado, ganhando palavras e frases novas.
Justifica-se a modificação do texto através da atualização da língua (idioma); e quanto ás religiões, justificam suas versões através da classificação das escrituras e da discussão dos dogmas e ideais.
Entretanto, apesar de toda esta realidade, uma idéia permanece fixa na mente da humanidade: "a bíblia é um livro universal". Se questionarmos a bíblia, a maioria das pessoas irá dizer que é um absurdo, pois ela foi escrita pelo Nosso Pai, é verídica, sagrada e universal.
Fazendo uma análise dos princípios-base que temos em mente com relação à bíblia, notaremos que um não se encaixa: o termo "universal" dá idéia de que é o mesmo livro, com a mesma tradução, em qualquer lugar do planeta.
Juntamente com isto, há alguma regras que não são observadas:
  • quando um autor escreve um texto, seja em qualquer língua ou época, por mais que se publique mais de uma edição, não se altera em hipótese alguma o texto: adiciona-se notas explicativas, estudos fundamentados, etc...
  • a publicação não é feita de qualquer maneira, deve-se ter uma autorização perante a lei, para não haver desrespeito aos direitos do autor e da editora.
Assim, baseado nos fatos acima, como é possível considerar a bíblia um livro "universal" e sagrado se é mexido e alterado de acordo com a vontade das sociedades religiosas sem qualquer respeito à quem o escreveu?
Há uma quebra de respeito aos autores das escrituras, um ferimento ás palavras e aos ensinamentos deixados para nós. Por mais que digam que o que importa é o sentido, num idioma, uma palavra ou uma frase não diz exatamente o mesmo sentido que outra. Pode até parecer, mas não é 100% igual.
Para que a idéia "universal" seja verdadeira, seria necessário ter uma versão oficial, uma versão que não pudesse ser alterada de forma alguma, até ser revisada e alterada, sendo declarada oficial novamente. Versão esta, oficial, que independente da religião e da região do planeta, seria reconhecida e respeitada em suas palavras, frases e essência, literalmente. Versão esta que qualquer alteração que infrinja sua integralidade, resulte em consequências para quem o fizer por falta de respeito ao acordo universal estabelecido em relação a este assunto.
Está na hora de pararmos de mexer no que é sagrado e respeitarmos verdadeiramente o Nosso Pai, Nosso Criador e Senhor de todas as coisas.

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segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Guerra versiculada

Nos dias atuais, nos é exigido saber um monte de coisas: falar outro idioma, ter noção das leis da justiça, saber calcular, saber escrever, saber se comunicar, saber vender, etc... E nesse processo de obrigação, buscamos memorizar o que é preciso apenas para cumprir o nosso objetivo; e depois que passa o momento, que atingimos a meta, esquecemos, apagamos da memória.
É um hábito que temos adotado, seja para fazer um concurso, seja para ter nota na escola, seja para ter reconhecimento no local de trabalho...
Entretanto, também temos decorado os conhecimentos que nosso Mestre Jesus nos deixou. Decorando, e através de discussões, tentando provar que "aprendemos" mais que o outro. Esquecemos de que estamos todos no mesmo barco, na mesma função, na mesma ala... Todos se esforçando para alcançar o patamar de bondade de nosso Mestre.
E com isto, a bíblia, que deveria ser um guia de orientação, passou a ser uma arma de disputa, de desamor, de raiva. Deixou de ser um objeto de estudo e conhecimento para ser uma bomba de guerra.
Se olharmos à nossa volta, veremos discussões a respeito do que está ou não escrito, do que foi ou não dito, conclusões ruins a respeito de fatos e coisas diferentes, sempre com base versiculada na bíblia. Veremos inimizades, falsidades, traições, mentiras, tudo fundamentado na bíblia.
Passamos a memorizar e lutar interminavelmente sobre quem sabe mais sobre o evangelho. Não nos questionamos mais sobre o que nos foi deixado para aprender, não raciocinamos mais sobre o que devemos fazer para praticar o que devemos. E com isso, estamos reforçando o mal que sempre existiu desde o começo da vida humana na terra: o poder sobre as leis divinas ou qualquer coisa relacionada a elas.
Desde o início dos tempos, guerras, massacres, torturas, e maldades são feitas em nome do que é sagrado. Milhões de pessoas se dispõem a fazer qualquer coisa para defender uma obsessão de poder e de razão sobre o que é divino. Muitos morreram e morrem por isso.
Não vou negar que precisamos lutar pelo que é bom, mas será que estamos fazendo a coisa certa ao usar as escrituras sagradas como motivo de guerras, discussões, inimizades? Será que não devemos repensar o que estamos fazendo em relação às coisas de Deus e parar de sermos infantis?
Está na hora de crescermos, de respeitarmos a vontade divina, de termos atitudes cristãs, e de tomarmos medidas que vão acrescentar algo realmente útil.

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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Marcas da alma

Durante a nossa vida, acontecem várias coisas conosco: coisas ruins, coisas boas, coisas importantes, coisas que não devemos dar importância....
Algumas dessas coisas nos impressionam muito fortemente, marcando-nos para o resto de nossas vidas, virando "tatuagens", que carregamos na nossa alma.
Essas "tatuagens" se tornam parte da nossa identidade, da nossa personalidade, do nosso jeito de pensar. Integram o nosso corpo, a nossa mente, as nossas vontades.
Ás vezes, quando fazemos algo bom ou ruim, o fazemos por causa dessa "tatuagem" que temos, a qual na maioria das vezes não nos damos conta de que temos.
É importante sabermos o que carregamos, quais "tatuagens" temos. O que for bom, devemos manter e melhorar, e o que for mau, devemos extinguir, aniquilar.
Não é uma tarefa fácil matar as coisas ruins dentro de nós: é muito difícil e complicado, pois quando não achamos que temos que fazê-lo, sempre arranjamos justificativas para mantê-lo em nós; e quando percebemos que realmente há uma necessidade de se tirar isto da nossa alma, a primeira coisa que nos é pedido para recorrer é o que estamos trabalhando para aniquilar.
É como se o que nós não queremos fazer fosse a primeira e única opção. Estamos propensos a repetir tudo o que absorvemos, até nas horas em que não queremos, inconscientemente. Por isto é tão trabalhoso matar as nossas qualidades, atitudes e pensamentos ruins.
Na maior parte das vezes que queremos não fazer algo, falhamos. Esta falha nos deixa péssimos, tristes. Até que chega uma hora que ficamos cansados de falhar e para solucionar o problema resolvemos aceitar e acatar.
Mas não devemos aceitar e acatar! Temos que lutar sempre, não desistir nunca de nos melhorarmos. Sempre ir atrás do que nos faz bem, sempre carregar na nossa alma o que há de bom, sempre marcar em nós "tatuagens" boas... Pois quando precisarmos, essa "tatuagem" irá nos inspirar sempre, irá estar lá para nos lembrar que vamos conseguir alcançar os nossos objetivos, por mais difíceis que sejam.

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segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Energia = Vontade x Sentimento

Existe um ditado popular que diz "querer é poder". Este ditado significa que quando você deseja uma coisa e a busca, todas as forças do universo conspiram a seu favor, te permitindo conquistar o seu objetivo.
Fazendo uma análise com base nos estudos científicos e religiosos sobre a mente e o cérebro humano, tal ditado é verdadeiro.
Quando almejamos uma coisa, geramos uma energia e com ela movemos fluidos e matérias. A potência desta energia, vai depender da nossa vontade e do sentimento que temos em relação à meta desejada.
Se a vontade for grande e o sentimento for bom, o resultado será uma energia tão boa e potencialmente forte que tudo o que acontecer irá nos favorecer. Se a vontade for pequena e o sentimento for também bom, a energia resultante será fraca e irá apenas mover um galho de uma árvore.
Entretanto, se o sentimento for mau, e a vontade for grande, será gerado uma energia negativa e forte, capaz de atingir o alvo e a nós mesmos. Se a vontade for pequena, a energia gerada também será negativa, porém incapaz de afetar o alvo, afetando apenas a nós mesmos.
Daí também podemos afirmar a veracidade de outro ditado popular: "desejar o mal ao outro é tomar veneno e desejar que o outro morra", uma vez que as coisas más que desejamos sempre nos atingem e fazem mais mal a nós do que aos outros.
O que pensamos e o que sentimos são as forças mais poderosas que existem no universo. Elas possuem a mais potencial capacidade de cura ou de morte, para nós e para os outros; capacidade esta maior até do que uma arma de fogo ou a bomba de Nagasaki.
Por mais que seja difícil, devemos procurar pensar e desejar coisas boas, mesmo que não estejamos nos sentindo bons; pois ao fazer isto, estaremos plantando coisas boas que hão de dar uma boa colheita.

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